É
durante a noite que meus sons desaparecem
Ressoam
apenas ruídos costumeiros da urbanidade
Meus
únicos termômetros de sanidade na volta do 47.
Confesso
que ainda possuo essa tal saúde mental
Mas
a lucidez, foi-se embora há muito tempo.
O
silêncio me refugia das incertezas mortais
Para
as iluminações do espírito, já não penso mais
Procuro
esquecer os seus olhos minúsculos
Serás
mais uma página arrancada, assim como tantas.
Do
meu diário roubado por Afrodite.
Essa
Deusa maldita e serelepe me quer só pra ela.
Um
capricho que aos poucos me consome inteira
Me
faz bipolar em seus truques maléficos
Me
bate, me corta, me violenta...
E
me devolve destroçada para um corpo que não é meu.
Seria
muita viagem não fosse somente uma poesia
Testando
minhas faculdades imaginativas
Dons
pressupostos e talentos produzidos na essência
E
no genocídio virtual das almas inquietas
De
um universo paralelo.
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