terça-feira, 11 de setembro de 2012

Universo Paralelo


É durante a noite que meus sons desaparecem
Ressoam apenas ruídos costumeiros da urbanidade
Meus únicos termômetros de sanidade na volta do 47.
Confesso que ainda possuo essa tal saúde mental
Mas a lucidez, foi-se embora há muito tempo.

O silêncio me refugia das incertezas mortais
Para as iluminações do espírito, já não penso mais
Procuro esquecer os seus olhos minúsculos
Serás mais uma página arrancada, assim como tantas.
Do meu diário roubado por Afrodite.

Essa Deusa maldita e serelepe me quer só pra ela.
Um capricho que aos poucos me consome inteira
Me faz bipolar em seus truques maléficos
Me bate, me corta, me violenta...
E me devolve destroçada para um corpo que não é meu.

Seria muita viagem não fosse somente uma poesia
Testando minhas faculdades imaginativas
Dons pressupostos e talentos produzidos na essência
E no genocídio virtual das almas inquietas
De um universo paralelo.

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