sábado, 18 de abril de 2009

Tive sonhos estranhos

Tive sonhos estranhos
Ardi como em febre
Não rezei
Como zela os santos.
À sombra de uma amendoeira
Minha mente cria um cenário
Frágil, dormente...
Sou um personagem clonado
Pelos olhos de quem me acaricia.
E então fui como flora e fauna
Buscar o meu alimento
Na saliva da natureza agradecia
Pela farta viscosa que me nutria.

E eram ao todo sete anjos com chifres
Remendados com estopa e piche
Sofria de uma diarréia compulsiva
E nenhuma remédio para curar.
Sentia uma saudade que não sei
Era vertigem, pigarro e uma tosse
A fumaça evaporava de um vulcão
Todo azul e melado de lava quente.

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