segunda-feira, 13 de abril de 2009

Neurótica eu?

Perdoa eu
Se toda a minha real existência
Já não consegue sobreviver...
Se a cada medida qualquer do tempo
Minhas entranhas em abstinência
Enfrentam o infinito
Até então insondável.
Perdida estou eu
Em sua constelação
Decadente
Que transcende toda a atmosfera.
Um radar é o que tenho.
Um sexto sentido talvez...
Nunca errei a esse respeito.
Perdoa eu...
Se perco as estribeiras
Apostando no queira ou não queira
Sabendo que a vida não é um jogo
De armar...
Perdoa eu...
E esse descontrole infanto-juvenil.
Esse personagem forçado
Que não recebe aplausos.
De trajetória inconstante
Submissa... masoquista....
Perdoa eu...
E me deixe aqui
Longe dos estranhos
Tão estranhos...
Terrivelmente sozinha
E feliz...

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