Em verdade vos digo
Não consigo me libertar
Como uma triste órfã
Ainda espero por um
fim.
Que a humanidade
entenda
Meus restos
fotográficos
Despedaçados...
Nas suas esmolas
virtuais.
Poetas malditos não
vivem de amor!
Se desmancham em versos
de Rimbaud.
Por onde andas não
avisto
E adio momentos de
tortura
Tua violência à
distância
Sobrevivo ao meu
próprio caos.
Confessa teus crimes!
Tua submissão sexista
A covardia é para os
fracos
Opressão do
patriarcado.
Radicais não vivem de
amor!
Se empoderam e fodem
com Foucault.
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