domingo, 28 de setembro de 2014

A primavera não começa no dia 28.

E se foi mais um inverno maldito
Em que fui abandonada para morrer.
O equinócio anuncia o fim da guerra
E a cicatrização das piores feridas
As noites são como os dias.

Vou acreditar na primavera austral
Mais do que muitos desejam no reveillon.
Rever minha Ártemis e me entrelaçar
Pois é o fim das fraquezas entorpes
Somente vida, flores e cores.

Meu eu-lírico enfim se liberta
Após três anos de ilusão.
E mesmo depois de tanto frio
Ainda transcendo e derreto
Sem despedaçar.

E agora é só deixar o Rio te levar...

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