É quando adentro em um cubículo
Vasto cubículo de mim mesma
Fragmentos reais apenas vagam
Detalhes não se aprofundam.
Não me apresso mais
Não ultrapasso mais
O limite vociferador.
De dia encontro fôlego na superfície
Excesso vazio de mim mesma
Recortes emocionais desnorteiam
E não sinto mais nada.
Não me rendo mais
Não entrego mais
A mesma poesia de outrora.
O que era ultra-romântico
Tornou-se concreto.
O que era libertador
Tornou-se dialético.
O que era amor
Nem saudade se tornou.
E o que era belo e triste
O Pondera transformou.
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