segunda-feira, 4 de novembro de 2013

É a chance do fim. (poema de qualquer jeito)

Tantos poemas, tantos sorrisos...
Tantas palavras bonitas.
Tantas datas, horas, encontros...
De que valeu se o que estava guardado
Transbordou.

Mãos fechadas em punho
Dentes brancos à mostra
Hipocrisia escondida e latente
Esperando o momento de libertar
Todos os palavrões possíveis.

Não quero mais
Não quero mais
Saber de boas notícias
E nem das más.

Não quero mais
Não quero mais
Saber de seus pares
Saber da tua vida

Sem medo me jogo nas trevas
Sei do esquecimento,
Do sofrimento.

Mas me entrego.

A traição é mais profunda
Do que se comenta
São intensos os efeitos
E imediata a resposta
É a chance do fim.

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