Para
quem o tempo não é nada
não
se espera muito
não
se cria expectativas
não
se escrevem cartas.
Os
momentos serão sempre
sempre
a desejar
sempre
a beliscar
sem
satisfazer.
Me
embriago de dor
dor
sem dano
dor
sufocada
dor
vazia .
Meus
princípios são dissabores
dissabores
da língua
dissabores
de entrega
dissabores
rendidos.
Não
sirvo à sua arte despendida
arte
da modernidade.
arte
de humanidade
arte
rascunhada.
Agora
quero ouvir música ao relento
Tomando
um vinho pobre
Tomando
outras mãos em minhas
Tomando
no cú (que seja!)
Minhas
roupas apenas me vestem
E
mais nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário