Ali bem perto dos meus olhos
E mesmo longe dos meus domínios.
Pressinto a configuração do cenário
Desmanchando os nós da minha rede
Entre as neuroses que eu ouso pensar.
Tento não me destruir em palavras
Que se apresentam inevitáveis.
Estabeleço uma dialética enlouquecedora
E nesses momentos de tortura plena
Não me servem as flores do dia.
É quando os meus sentidos me traem
Me enganam e trazem à tona um passado.
Te faço chorar e me arrependo demais
Dos avisos falsos que nada sinalizam
E não cabem em nossa estória de amor.
Traquinagens de uma mente doentia
Avisto uma miragem embaçada.
Em vários desatinos ensandecidos.
Ilusão não é o que me falta
Pra desfalecer em meus delírios.
Para o nosso bem não existe perfeição.
Seria insensato contradizer o amor.
E perder a coragem na minha idade
Já é um acontecimento tardio.
Para não dizer esquisito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário